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Durante o mês de Abril, o Sesc Pinheiros apresentou diversas atividades em homenagem ao Clube da Esquina. Vídeos, palestras, debates e, claro, shows. Muitos. Os principais personagens deste movimento estavam lá, com sua mineirice, contando e cantando um pedacinho da história da música brasileira. Ontem foi a vez de Lô Borges, que com a ilustre presença de Milton Nascimento encerrou a programação com chave de ouro. Milton ainda pediu desculpas por estar um pouco rouco – não que alguém tivesse percebido, claro. Quando ele sentou ao piano e cantou as primeiras palavras foi um daqueles momentos em que você pensa “ah, ok, é pra isso que estou aqui”. Daí por diante foi praticamente uma viagem no tempo e no espaço (juro que já estava me sentindo sentada ali na tal esquina, tomando uma cerveja com os dois). Mesmo quando cantaram músicas recentes, como composições de Samuel Rosa, tudo tinha um ar de anos 60. Um show histórico, sem dúvida, não só pelas apresentações mas também por reunir e prestar justa homenagem a todos ainda em vida (exceção de Leila Diniz, musa inspiradora devidamente homenageada por Milton com a música/poesia que dá título a este post). O sorriso do Lô e do Milton sem dúvida vai ficar por muito tempo na memória.

Milton Nascimento e Lô Borges – Clube da esquina número 1

Você não conhece o futuro
Que eu tenho nas mãos
Agora as portas vão todas se fechar
No claro do dia, o novo encontrarei
[...]
Mas eu não me acho perdido
No fundo da noite partiu minha voz
Já é hora do corpo vencer a manhã
Outro dia já vem e a vida se cansa na esquina

E essa, pra quem não sabe, foi a música que deu origem a tudo, composição de Lô, Milton e Márcio Borges. Aqui ao vivo:

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