I’m not sorry. Depois do show na 5a, comprei já na sexta meu ingresso para o show de domingo, desta vez na pista VIP. It’s human nature. Tinha que ver mais uma vez, descobrir de onde surgia o ringue de boxe, para onde ia o Cadillac e, principalmente, como uma mulher de 50 anos consegue pular tanto! Cheguei cedo para ver um palco cheio com uma loira pulando corda. Achei por um momento que era concurso de sósias, mas era a própria. Sem maquiagem, brincando com os bailarinos, falando com a platéia (weee!) e sorrindo pra câmera, que gravava o ensaio – muito provavelmente para os bastidores do DVD?
O ensaio foi praticamente um mini-show: “Candy Shop”, “Get into the groove”, “She’s not me”, “Miles away”, “You must love me”…teve até “Don’t cry for me, Argentina”, numa versão improvisada que dá título a esse post. Ao fim do ensaio, ela pediu: “rezem para que essa chuva pare e a gente faça o melhor show da turnê hoje”. Pedido prontamente atendido, preces idem: a chuva que parecia não ter fim sumiu de repente, pouco antes do show, assim como já havia acontecido no sábado. “É o messias!”, alguns diziam. Bem, ela faz parar de chover, demorou horrores para voltar e tem uma quedinha por nomes bíblicos, então vai ver que é mesmo.
Durante mais de 4 horas entre o fim do ensaio e o início do show, aguentamos chuva e o Paul Oakenfold, e que fique registrado: a chuva tava legal. Os bailarinos bem tentaram dar uma animada, entrando no palco e desfilando na passarela, enquanto filmavam o estádio que já começava a lotar. Ele tentou “Mas que nada”, não colou muito; lançou um D2 e conseguiu escolher a música mais desconhecida, os únicos dançando eram mesmo os dançarinos. Tortura Performance acabada, ainda nos restavam algumas horas e muitas toalhas pela frente antes de ouvir os primeiros acordes de “Candy Shop” abrindo o show – e não, eu não vou repassar o set list inteiro aqui, podem ficar calmos. Vou tentar ser objetiva.
Vocês devem ter lido por aí que os shows foram técnicos e “mornos”. Técnicos sim: é um absurdo ver aquele palco de perto. A definição dos telões, a sincronia das coreografias, o some-aparece deles e do cenário nos elevadores (que eu só consegui ver ontem na pista VIP) são de tirar o fôlego. Os vídeos são um show à parte, muitíssimo bem produzidos também, praticamente um personagem a mais no palco. Mas falar que o show foi “morno” e que “não empolgou” a platéia é coisa de jornalista ralé que só ficou os 15 minutos permitidos para imprensa. Se o disco não é lá essas coisas, o show superou todas as expectativas. Madonna usou o que tem de melhor – as músicas antigas e ela mesma, oras – para dar ares de hit às músicas do Hard Candy, que ontem já estavam na ponta da língua e no inglês macarrônico de algumas dezenas de milhares de pessoas no Morumbi. No one’s gonna stop me now. Não tem jeito, a tia sabe mesmo fazer um hit.
Tia? Pois é. Como eu já disse, ela tem mais pique aos 50 do que eu jamais tive, mas até ela cansou. Claro, era o último show da turnê – foram 58 shows em 4 meses, praticamente 1 a cada 2 dias. I feel like the luckiest and the tiredest girl in the world, ela falou antes de um dos melhores momentos do show de ontem, antes de cantar “You must love me”. Aparentemente ela descansa muito rápido, já que ficou até 6h da manhã numa festinha privê no Bar Secreto.
Deep in my heart I’m concealing
Things that I’m longing to say
Scared to confess what I’m feeling
Frightened you’ll slip away
You must love me
And we do! Este é provavelmente o maior post que vocês já viram aqui neste blog, e como estamos quebrando paradigmas hoje teremos 2 vídeos. Primeiro o discurso da Madonna antes de começar a música:
E depois o grand finale, que levou a tia (e muitos dos “sobrinhos” presentes também) às lágrimas:
Para quem quem não foi e quer ver um pouquinho do show, o Madonna Online tem uma cobertura extensa, sem dúvida a melhor e mais completa.

Oi, xará.
Sinceramente, não curti tanto quanto esperava. Talvez pelo cansaço de esperar duas horas, talvez por não gostar do último CD, talvez por ela não ter demonstrado nenhuma dessas emoções na quinta.
Mas, claro, sendo ela Madonna, até quando é ruim, é ótima! E inesquecível!
Tomara que ela não esqueça mais de trazer as turnês para cá, né?
Beijos, feliz Natal e um 2009 lindão!