Eu ia pular esse show do recap visto que fiquei menos de 15 minutos ali, mas enfim, vamos lá: depois de um breve “almoço” (leia-se um hot dog que resumia-se a pão com salsicha), lá fui eu para o palco com sombra. O show tava muito mais agitado do que eu imaginava para a minha siesta, então decidi ir embora depois da 3a música. E foi isso. Esse aí, de acordo com o guia do festival, é o grande hit da banda.
Violent Soho – Jesus stole my girlfriend
Every day every afternoon
Tried so hard but lost to God
This time next year I’ll be married
This time next year I’ll say sorry
But Jesus stole my girlfriend
Os ingleses do Mumford and Sons tocaram no começo da tarde, no horário que era tido em alguns fórums como um dos maiores conflitos do festival: tocavam ao mesmo tempo em outros palcos Freelance Whales e Minus the Bear. Como há dias que ouvia no repeat o grande hit da banda, “Little Lion Man“, escolhi…ok, ok, admito: também porque era o palco mais perto de onde eu estava. Continuando: …escolhi ficar por ali mesmo. O show estava bastante cheio e chamava a atenção, além do figurino bastante, humm, peculiar, os instrumentos: banjo, bandolim e até um violoncelo (ou talvez fosse aquele outro menor que eu nunca lembro o nome). E em uma horinha os caras conseguiram provar, pelo menos pra mim, que folk music pode ser BEM legal e super animada.
Mumford and Sons – The cave
Cause I need freedom now
And I need to know how
To live my life as it’s meant to be
And I will hold on hope
[...]
And I’ll find strength in pain
And I will change my ways
I’ll know my name as it’s called again
Destaque pro figurino, como pode ser visto no vídeo abaixo e em outros por aí.
Didi Gutman, pra quem não sabe, é parte de um grupo chamado Brazilian Girls. Tá, ele é argentino, mas eu tinha que ir lá ver qual era a do cara. No Lolla ele tocou no palco eletrônico, uma mini-rave com som non-stop (mesmo! Os DJs se alternavam sem deixar a peteca cair). Vi só um pedacinho, não tava lá essas coisas. Ou sei lá, talvez até estivesse mas eletrônica não é muito minha praia, então deixo vocês com uma música da banda dele:
Brazilian Girls – Don’t stop
When and how did I become my mother
Am I getting on your nerves?
Let’s just not talk about it and fill the blanks with space
Go to the park later
Get some ice cream
Você acha que conhece essa música, né? Não, não, a que você ouve todo dia na rádio é essa aqui. As duas samplearam o “hit” de Eldar Mansurov, “Bayatılar“. Pronto, agora você já pode dizer que já ouviu uma música do Azerbaijão! Mas, convenhamos, entre a original e a cópia nova do romeno Edward Maya eu ainda fico com o hermano que se diz brasileiro.
Acabado o show da Nneka, era hora de andar loooongos minutos até o outro lado do parque para ver The Dodos. Cheguei lá e provavelmente já tinham tocado as 2 únicas músicas que eu conhecia, porque das que ouvi não reconheci nenhuma. Mas ainda assim foi um show legazinho de se ver. O que mais me chamou a atenção, logo de cara, foi o baterista a bateria, e, claro, o fato de ter um XILOFONE no palco. Hã? Pois é. E eu nunca vi ninguém tocar um xilofone com tanta animação. O show ainda teve participação especial de Neko Case, de quem não posso dizer muita coisa a não ser que ela é muito ruiva.
The Dodos – The Season
I woke up in a cave
No air no light no shade
When did things turn this way?
I miss you on certain days
O domingo começou frio e com chuva em Chicago. Depois de passar numa loja pra comprar um casaco, cheguei um pouco atrasada e peguei o show da Nneka já quase na metade. Eu fiquei meio que totalmente sem palavras, então procurei, procurei e finalmente achei uma versão ao vivo que pode dar uma idéia do que foi. O vídeo é longo, a música só começa mesmo lá pelo 3o minuto mas, sério, vejam tudo. E não precisam me agradecer depois.
Nneka – Heartbeat
You throw stones
Can you see that I am human I am breathing
But you don’t give a damn
Can you feel my heart is beating
Can you see the pain you’re causing
Olha, se tem uma coisa que eu respeito é banda que não economiza hit. Eu andava meio de bode do Phoenix – ou, mais exatamente, de quase todas as músicas do último disco deles, Wolfgang Amadeus Phoenix. Mas ao começarem o show com “Lisztomania” foi como se estivessem ali me dizendo “tá, eu sei que você tá de saco cheio dessa música mas aguenta aí que a gente tem muito mais pra mostrar”. E tinham mesmo. Sem pose de “atração principal do Lollapalooza 2010″, o Sr. Sofia Coppola e cia entraram no palco espantados (lisonjeados?) com o tamanho do público. Era difícil mesmo avistar um pedacinho de grama do Grant Park que não estivesse tomado por (pelo menos) um par de pés. Agradeceram repetidas vezes a presença, em palavras e com um show fantástico em todos os sentidos: produção (mesmo que nada comparado a um show solo, as luzes e palco estavam lindos) e muita, mas muita empolgação. E eu, que não aguentava mais ouvir Phoenix, saí com uma nova música preferida:
Phoenix – Fences
You carried away
Thought I would have let you know
Oh no, did you miss, miss, miss it?
Familiar stare, would rather mess with me than get going?
She’s been building up a castle
And I roll the dice for me
Valeu, Phoenix. Nos vemos em Novembro no Planeta Terra!
Tocar imediatamente antes da principal atração do dia é uma tarefa um tanto ingrata. Fica todo mundo ali, vendo seu show meio de longe e sem prestar muita atenção, querendo mesmo é que você termine logo pro tão esperado show começar. O Cut Copy foi a penúltima banda a se apresentar na dupla de palcos principal, antes de ninguém menos que o Phoenix. E realmente, muita gente não tava dando muita bola pros caras e ficou ali, só olhando de longe. Mas era só passar um pouquinho mais perto do palco pra ser praticamente sequestrado pelo som e pela vontade de sair dançando e pulando no meio do público. Já na primeira música ganharam minha atenção e meu coração (afe, que brega!): já de início mandaram “Lights and music“, minha preferida. Eu, que não esperava muita coisa – imaginei um show desses de “banda de balada”, embora goste bastante deles – fiquei bem impressionada. Foi sem dúvida um dos melhores shows que vi por lá. E pra sentir um gostinho, o novo single lançado há alguns meses e tocado ao vivo lá mesmo.
Cut Copy – Where I’m Going
All you need is a dream and a lover too
All you need is a dream and a lover
Take my hand ’cause I know what you’re going through
After the time I haven’t known where you’re going
You know ow
Os muitos palcos simultâneos implicavam, claro, em escolha. Me arrependi de poucas das minhas, mas por incrível que pareça com o Spoon não foi assim. Estava super animada, achando que os caras iam fazer um dos melhores shows do Lolla, e acabei me decepcionando. Não que tenha sido assim uma coisa horrível, tipo “pior show da minha vida”. Longe disso. Os hits empolgaram, até, mas no geral foi simplesmente ok. Acho que a combinação de uma grande expectativa com o fato de o Edward Sharpe & The Magnetic Zeros estar tocando a poucos metros dali – e fazendo, segundo relatos, um dos melhores shows do festival – acabou mandando minha empolgação por água abaixo. Mas vamos lá, o negócio é nos apegarmos aos bons momentos para esquecer os ruins…e esse foi o melhor do show, sem dúvida!
Spoon – The Underdog
I want to forget how conviction fits
But can I get out from under it?
Can I gut it out of me?
It can’t all be wedding cake
It can’t all be boiled away
I try but I can’t let go of it
O Metric fez, na minha quase humilde opinião, um dos melhores shows do sábado. Mesmo conhecendo pouco do trabalho da banda, é daqueles shows pra dançar e cantar como se fosse fã de longa data. E além das versões pista, circulam por aí algumas versões acústicas bem legais. Fica a dica!
Metric – Help, I’m alive
I get wherever I’m going
I get whatever I need
While my blood’s still flowing
And my heart still beats
Help, I’m alive, my heart keeps beating like a hammer
E lá fui eu em busca de sombra e água fresca. Acontece que no caminho para encher minha garrafinha d’água (sim, porque a água era DE GRAÇA! Aprenderam, festivais brasileiros?) passei pelo palco pequeno – lembram dele? – e ouvi um pedacinho do que estava tocando. E já foi suficiente pra me segurar mais 30 minutos por ali. Mesmo chegando na metade, gostei muito do show. Público e banda muito empolgados, climão meio “it’s only rock and roll but I like it”, sabe? Claramente me ganharam.
Royal Bangs – My car is haunted
We were the only ones
And now there’s no one left
Alive to tell
About how we weren’t so scared
Before the ocean swelled
About how we used to live
Before the ceiling fell